Chegou finalmente dia 18 de Dezembro... cravei o carro ao meu pai, que para não variar, fez birra a dizer que não me emprestava, e a minha mãe teve que intervir.... o que interessa é que consegui o carro. Fiz uma coisa que nunca tinha feito antes, nem aconselho a ninguém, fui ter com o João sozinha, à porta do Colombo. Recebi uma chamada a dizer que iria chegar uma hora atrasado, tinha perdido a camioneta. Nunca foi do meu feitio esperar, nunca me passou pela cabeça esperar, pensaria sempre que seria gozo e que ele estaria em algum canto a rir-se de mim. Mas passou uma hora, fiquei estacionada à porta do Colombo, até que bateram na minha janela do carro, e quando olhei nos olhos do João, com aquele sorriso envergonhadissimo (sei hoje que era envergonhadissimo), o meu coração apertou... Saímos e depois de darmos uma volta por Lisboa, pois não sabíamos onde ir, fomos parar ao Parque Tejo-Trancão. Passeámos pelo jardim, até que resolvemos sentar-nos num banco. Como era uma menina comprometida, sentámo-nos um em cada ponta, mas o banco estava desaparafusado, e como sempre pesei bastante mais do que o João, ele ia saindo "catapultado" !!! As pessoas em volta riram, nós também ... muito mesmo... E tivemos que nos sentar mais proximo um do outro, o que levou ao inevitável primeiro beijo. E, muito honestamente, foi o beijo mais doce da minha vida, e ao mesmo tempo, o pior!!!! Sim ... o pior!!! O João não sabia beijar, e acabei completamente babada... mais uma coisa que com o meu mau temperamento, em qualquer outra pessoa teria sido o final da relação, mas eu não me inportei, antes um beijo babado mas apaixonado, do que sequinho mas sem amor.
Amo-te meu babão!!! hehehehehehe
quarta-feira, 25 de junho de 2008
sexta-feira, 20 de junho de 2008
"Meu coração é teu..."
Chegou o mês de Dezembro, continuávamos a falar diariamente na internet. Eu continuava a namorar, o João não falava muito da rapariga por quem estaria apaixonado. Eu desabafava muito com ele sobre as coisas que fazia, e que me faziam.
Lembro-me, de a certa altura, o João me ter perguntado se era normal que todas as raparigas porreiras se apaixonassem por "bestas". Não era que o meu namorado da altura fosse bom, que não era, mas hoje, olhando para trás, vejo que a culpa de tudo era dos dois. Era o típico problema de nenhum dos dois saber colocar um ponto final definitivo.
Existem datas, que nos acompanham por toda a vida. Existem pessoas, que conhecemos numa noite, e que ficam na nossa memória para o resto das nossas vidas. A data foi 12 de Dezembro, a pessoa chamava-se Carlos.
Dia 12 de Dezembro, fui a casa de um amigo de longa data, o Duarte. Já era amiga dele há alguns anos, tinhamos mais de trinta anos de diferença, mas para mim o Duarte era uma mistura de Pai, irmão, amigo, confidente. Ia a casa dele assiduamente, por ser muito perto, ia com a roupa que tivesse vestida. Naquele dia sei que ia com uma t-shirt desengonçada e com umas calças de fato de treino dignas de terem entrado na reforma. Sentei-me no sofá, puxei de um cigarro, e comecei a falar com o Duarte, já não me lembro bem de quê. Minutos depois a campainha tocou, era o Augusto, amigo do Duarte há muitos anos, e com ele um homem muito charmoso, cerca de 30 anos ... o Carlos. Não me lembro como foi, nem por que foi, dei comigo a contar tudo o que se passava na minha vida ao Carlos, dei comigo a ser ensinada a dançar, que ele bem tentou, mas eu sou "pés de chumbo". E depois de horas e horas de conversa, foi-me feita uma observação: -"Porque insistes numa relação que não tem futuro? Só podes encontrar melhor do que tens, e se calhar, porque estás envolvida nessa relação, não estás a ver que se calhar alguém já olha para ti de uma maneira diferente!"
Pode parecer estupido, mas aquela frase fez-me um "clic". Foi uma coisa simples, e foi uma conclusão à qual eu já deveria ter chegado há muito tempo, mas , foi-me dita na altura exacta!!!
Saí de casa do Duarte e fui para casa, liguei o computador como sempre e o João já lá estava à minha espera. Depois do primeiro "clic", veio então o segundo... o João estava sempre à minha espera, falávamos horas de tudo e mais alguma coisa, ele mesmo virtualmente mimava-me tanto... de facto, a pessoa que eu queria, estava ali, uns bites ao lado, só que só naquele dia, me começei a aperceber, que se calhar, eu já não o via só como amigo. Na realidade, estava tão empenhada em manter a relação com o meu namorado, que nem sequer me tinha passado nada do genero pela cabeça.
Nessa semana, aceitei o pedido que o João já tinha feito inumeras vezes, e combinámos encontrar-nos dia 18. No dia antes, tentei desmarcar, não queria que ele me conhecesse pessoalmente, não queria desiludi-lo e acabar com uma relação que eu gostava tanto. Então, recebi um email, com um postal eletrónico... dizia "meu coração é teu".
Amo-te João... o meu coração também é teu!
Lembro-me, de a certa altura, o João me ter perguntado se era normal que todas as raparigas porreiras se apaixonassem por "bestas". Não era que o meu namorado da altura fosse bom, que não era, mas hoje, olhando para trás, vejo que a culpa de tudo era dos dois. Era o típico problema de nenhum dos dois saber colocar um ponto final definitivo.
Existem datas, que nos acompanham por toda a vida. Existem pessoas, que conhecemos numa noite, e que ficam na nossa memória para o resto das nossas vidas. A data foi 12 de Dezembro, a pessoa chamava-se Carlos.
Dia 12 de Dezembro, fui a casa de um amigo de longa data, o Duarte. Já era amiga dele há alguns anos, tinhamos mais de trinta anos de diferença, mas para mim o Duarte era uma mistura de Pai, irmão, amigo, confidente. Ia a casa dele assiduamente, por ser muito perto, ia com a roupa que tivesse vestida. Naquele dia sei que ia com uma t-shirt desengonçada e com umas calças de fato de treino dignas de terem entrado na reforma. Sentei-me no sofá, puxei de um cigarro, e comecei a falar com o Duarte, já não me lembro bem de quê. Minutos depois a campainha tocou, era o Augusto, amigo do Duarte há muitos anos, e com ele um homem muito charmoso, cerca de 30 anos ... o Carlos. Não me lembro como foi, nem por que foi, dei comigo a contar tudo o que se passava na minha vida ao Carlos, dei comigo a ser ensinada a dançar, que ele bem tentou, mas eu sou "pés de chumbo". E depois de horas e horas de conversa, foi-me feita uma observação: -"Porque insistes numa relação que não tem futuro? Só podes encontrar melhor do que tens, e se calhar, porque estás envolvida nessa relação, não estás a ver que se calhar alguém já olha para ti de uma maneira diferente!"
Pode parecer estupido, mas aquela frase fez-me um "clic". Foi uma coisa simples, e foi uma conclusão à qual eu já deveria ter chegado há muito tempo, mas , foi-me dita na altura exacta!!!
Saí de casa do Duarte e fui para casa, liguei o computador como sempre e o João já lá estava à minha espera. Depois do primeiro "clic", veio então o segundo... o João estava sempre à minha espera, falávamos horas de tudo e mais alguma coisa, ele mesmo virtualmente mimava-me tanto... de facto, a pessoa que eu queria, estava ali, uns bites ao lado, só que só naquele dia, me começei a aperceber, que se calhar, eu já não o via só como amigo. Na realidade, estava tão empenhada em manter a relação com o meu namorado, que nem sequer me tinha passado nada do genero pela cabeça.
Nessa semana, aceitei o pedido que o João já tinha feito inumeras vezes, e combinámos encontrar-nos dia 18. No dia antes, tentei desmarcar, não queria que ele me conhecesse pessoalmente, não queria desiludi-lo e acabar com uma relação que eu gostava tanto. Então, recebi um email, com um postal eletrónico... dizia "meu coração é teu".
Amo-te João... o meu coração também é teu!
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Vamos começar pelo principio...
Antes demais, quero que saibam, que a motivação para começar este blog, veio de um filme que vi. O filme é "O Diário da nossa paixão": aluguem , comprem ... mas não se esqueçam de levar um pacotinho de lenços de papel.
Decorria o ano de 1999, estavamos em Setembro, as aulas à porta, 12º ano, um Verão complicado, um namoro ainda mais complicado... Naquela tarde recebi uma das muitas amigas que eram presença habitual em casa dos meus pais, a Ana Maria. Eu para não variar estava agarrada ao computador, a falar com meio mundo no "mirc". O nick era Solteirona, e embora, como atrás referi, tivesse namorado, sentia-me assim ... só... era como aquela definição, "sozinha no meio da multidão".
Naquele dia, a minha amiga pediu se poderia ver o email, eu disse que sim, e qual não foi o meu espanto, quando ela abriu o mail, as mensagens choviam!!! Questionei-a acerca da proveniência daquelas mensagens. Ela tinha colocado uma mensagem num site, e aquelas eram as pessoas que lhe estavam a responder. - "Devias fazer o mesmo!" disse-me. Desdobrei-me em motivos pelos quais não deveria fazê-lo, mas a curiosidade levou a melhor. Bem explícito no anuncio, ficou a intenção de unicamente servir para fazer novas amizades.
Na realidade, estava a ser uma "avestruz", sabia bem que a minha relação não tinha futuro, sabia bem que a minha posição era de conforto de uma relação até então de 10 meses, e o pânico de ficar sozinha... de novo. E também, não posso negar, uma vergonha imensa, de enfrentar a familia e dizer -"Falhei, mais uma vez não deu certo!". Era uma relação estranha, não nos davamos bem, discutiamos muito, fizemos coisas horriveis um ao outro, mas penso que os dois tinhamos medo da solidão.
Tinha 18 anos, uma criança? Não, a minha infancia não existiu! Os motivos para isso dariam um novo blog. Vou apenas dizer-vos que, com 18 anos, não sabia o que era o amor... frase clichê?... não... eu sou fruto de uma relação problemática e sem amor... não sabia mesmo o que era ser amada, embora na altura acreditasse que o era.... um dia explico. Tinha amigos, esses sim, alguns, embora também estivesse iludida que fossem todos, eram mesmo uma forma de amor.
No dia seguinte, nem queria acreditar naquilo que via, o meu mail estava repleto de mensagens, e enquanto que as primeiras vinte ou trinta foram respondidas, as outras foram maior parte delas despachadas, simplesmente apagadas sem direito a resposta, estava farta de tanta idiotice junta... era convites descarados para relações mais íntimas, convites para jantar... descrições do tipo "nome, idade , altura, localidade" eram mais que muitas. Farta delas, não respondia, apagava. Honestamente, não via qualquer justificação, para me estarem a dar uma descrição física, quando na realidade o que eu procurava era uma alma, não um corpo. Farta de tanta resposta igual, deparei-me com uma que dizia "Chamo-me João, tenho 21 anos, 174cm , olhos verdes e sou de Odivelas". Eu, bruta que nem uma porta, de tão farta que estava de ver a mesma história, mail após mail, respondi: "Parabéns para ti! Que me interessa como és fisicamente, eu quero é saber como realmente és!". E enviei, esperando nunca mais obter resposta!
Hoje, olho para trás, e penso que se naquele dia 22 de Setembro, eu tivesse apagado mais aquela mensagem, como tantas que eu apaguei... como estaria a minha vida agora? Se ele não tivesse optado por responder à minha brutíssima resposta...
O João, de 22 anos, 174cm, olhos verdes, de Odivelas, respondeu... eu respondi, e conhecemos a alma um do outro. Não havia segundas intenções de nenhuma das partes, eu era comprometida, ele estava apaixonado por alguem que não correspodia. Correram kilómetros de palavras entre os dois, confidências foram trocadas. Dei por mim a chegar ao computador e procurar freneticamente por ele na internet... tinha que lhe contar a última novidade.... tinha que lhe contar aquele segredo... tinha de desabafar mais uma maldade feita ou sofrida.
Foi assim que tudo começou... por uma grande e virtual amizade.
Quanto tempo de sofrimento poupariamos se soubessemos todas as respostas? Agradeço a Deus todos os momentos que tive de sofrer no passado, para poder avaliar o que é ser feliz!
Neste momento o João ainda não sabe da existência deste blog, não sei quando irei dizer-lhe. Vou escrever mais um pouco, contar um pouco mais, e um dia destes dir-lhe-ei.
Obrigada por estares sempre ao meu lado João.... amo-te!
Decorria o ano de 1999, estavamos em Setembro, as aulas à porta, 12º ano, um Verão complicado, um namoro ainda mais complicado... Naquela tarde recebi uma das muitas amigas que eram presença habitual em casa dos meus pais, a Ana Maria. Eu para não variar estava agarrada ao computador, a falar com meio mundo no "mirc". O nick era Solteirona, e embora, como atrás referi, tivesse namorado, sentia-me assim ... só... era como aquela definição, "sozinha no meio da multidão".
Naquele dia, a minha amiga pediu se poderia ver o email, eu disse que sim, e qual não foi o meu espanto, quando ela abriu o mail, as mensagens choviam!!! Questionei-a acerca da proveniência daquelas mensagens. Ela tinha colocado uma mensagem num site, e aquelas eram as pessoas que lhe estavam a responder. - "Devias fazer o mesmo!" disse-me. Desdobrei-me em motivos pelos quais não deveria fazê-lo, mas a curiosidade levou a melhor. Bem explícito no anuncio, ficou a intenção de unicamente servir para fazer novas amizades.
Na realidade, estava a ser uma "avestruz", sabia bem que a minha relação não tinha futuro, sabia bem que a minha posição era de conforto de uma relação até então de 10 meses, e o pânico de ficar sozinha... de novo. E também, não posso negar, uma vergonha imensa, de enfrentar a familia e dizer -"Falhei, mais uma vez não deu certo!". Era uma relação estranha, não nos davamos bem, discutiamos muito, fizemos coisas horriveis um ao outro, mas penso que os dois tinhamos medo da solidão.
Tinha 18 anos, uma criança? Não, a minha infancia não existiu! Os motivos para isso dariam um novo blog. Vou apenas dizer-vos que, com 18 anos, não sabia o que era o amor... frase clichê?... não... eu sou fruto de uma relação problemática e sem amor... não sabia mesmo o que era ser amada, embora na altura acreditasse que o era.... um dia explico. Tinha amigos, esses sim, alguns, embora também estivesse iludida que fossem todos, eram mesmo uma forma de amor.
No dia seguinte, nem queria acreditar naquilo que via, o meu mail estava repleto de mensagens, e enquanto que as primeiras vinte ou trinta foram respondidas, as outras foram maior parte delas despachadas, simplesmente apagadas sem direito a resposta, estava farta de tanta idiotice junta... era convites descarados para relações mais íntimas, convites para jantar... descrições do tipo "nome, idade , altura, localidade" eram mais que muitas. Farta delas, não respondia, apagava. Honestamente, não via qualquer justificação, para me estarem a dar uma descrição física, quando na realidade o que eu procurava era uma alma, não um corpo. Farta de tanta resposta igual, deparei-me com uma que dizia "Chamo-me João, tenho 21 anos, 174cm , olhos verdes e sou de Odivelas". Eu, bruta que nem uma porta, de tão farta que estava de ver a mesma história, mail após mail, respondi: "Parabéns para ti! Que me interessa como és fisicamente, eu quero é saber como realmente és!". E enviei, esperando nunca mais obter resposta!
Hoje, olho para trás, e penso que se naquele dia 22 de Setembro, eu tivesse apagado mais aquela mensagem, como tantas que eu apaguei... como estaria a minha vida agora? Se ele não tivesse optado por responder à minha brutíssima resposta...
O João, de 22 anos, 174cm, olhos verdes, de Odivelas, respondeu... eu respondi, e conhecemos a alma um do outro. Não havia segundas intenções de nenhuma das partes, eu era comprometida, ele estava apaixonado por alguem que não correspodia. Correram kilómetros de palavras entre os dois, confidências foram trocadas. Dei por mim a chegar ao computador e procurar freneticamente por ele na internet... tinha que lhe contar a última novidade.... tinha que lhe contar aquele segredo... tinha de desabafar mais uma maldade feita ou sofrida.
Foi assim que tudo começou... por uma grande e virtual amizade.
Quanto tempo de sofrimento poupariamos se soubessemos todas as respostas? Agradeço a Deus todos os momentos que tive de sofrer no passado, para poder avaliar o que é ser feliz!
Neste momento o João ainda não sabe da existência deste blog, não sei quando irei dizer-lhe. Vou escrever mais um pouco, contar um pouco mais, e um dia destes dir-lhe-ei.
Obrigada por estares sempre ao meu lado João.... amo-te!
Para ti meu amor...
Por vezes, cresce dentro de nós, uma necessidade imensa de partilhar ... Partilhar os dias bons, partilhar os dias menos bons, partilhar o cobertor, partilhar o gelado... partilhar a vida, partilhar a história da nossa vida... é por isso que estou a escrever este blog, para partilhar com todos este amor imenso que me une a ti... Amo-te.
Subscrever:
Mensagens (Atom)